Essa história não é minha e nem de fantasma, mas me pareceu bastante estranha
a ponto de eu mandar para vocês.
Um dia um amigo meu resolveu ir caçar numa floresta aqui perto da cidade
(interior de Minas). Ele pegou uma rifle bem grandinho que ele tinha, entrou na
caminhonete dele e foi até a entrada de uma floresta. Chegando lá ele saiu do
carro e se enfiou no meio da floresta. Andou por um bom tempo procurando algo
bom pra caça.
Depois de um bom tempo andando ele achou um barracão numa clareira pequena. Ele
achou bem estranho aquele barracão lá no meio do nada, a horas de caminhada da
estrada mais próxima. Ele chegou mais perto para dar uma olhada. O barracão
parecia ter só um cômodo. Tinha uma porta na frente e uma janela e cada lado. As
janelas estavam pintadas de preto e não dava para ver nada através delas. Ele
não achou uma boa idéia ficar ali perto daquele barracão meio assustador e se
virou para ir embora. Assim que ele entrou na mata de novo, ele começou a ouvir
barulho de algum bicho pisando nas folhas do chão e quebrando gravetos atrás
dele. Ele apressou o passo, mas não conseguiu se mover muito rápido no meio do
mato.
Quando o barulho estava bem perto dele, ele olhou para trás e ele viu algo que
ele imaginava que nunca ia ver nas florestas de Minas Gerais, duas panteras
negras! Ele ficou aterrorizado, não tinha idéia do que aquelas panteras estavam
fazendo ali na frente dele! Uma delas abaixou como se estivesse pronta para dar
o bote, encarando ele com aqueles olhos amarelos com as garras pra fora. Ele
achou que ia morrer ali mesmo devorado pelas panteras. Então ele notou que elas
não estavam sozinhas, do meio do mato saíram duas pessoas (pelo menos era isso
que pareciam) com robes pretos que cobriam o corpo todo e capuzes que cobriam os
rostos. Ele viu que uma das figuras estendeu a mão (era uma mão branca, muito
branca e magra com os nós dos dedos grossos e unhas compridas amareladas) para
as panteras e elas simplesmente sentaram. Com um simples gesto! Ele olhou em
volta e viu que começaram a sair mais figuras do meio do mato e viu que estava
cercado. Devia ter umas oito ou nove, que ele podia ver! Ele empunhou o rifle,
como dedo no gatilho e tava pronto pra disparar, mas aquelas "pessoas" estavam
paradas no lugar sem falar nada e sem se mover, assim como as duas panteras
negras. Ele começou a andar devagar para trás, pra longe das panteras. Viu um
lugar onde as pessoas de robe preto estavam mais afastadas e passou pelo buraco
na roda. Depois que ele viu que tinha saído do círculo ele saiu correndo pela
floresta pelo caminho que ele tinha vindo.
Até hoje ele diz que tem certeza que aquelas coisas estranhas só não atacaram
ele por causa do rifle. Ele nunca mais entrou naquela floresta para caçar, e
sempre que alguém fala algo de ir para lá ele conta a história sobre aquelas
"pessoas" de preto e os bichinhos de estimação delas que não deveriam existir
por lá.
José Augusto - Pedra Azul - MG