Bem, o que vou relatar aconteceu comigo e um casal enquanto voltávamos da praia.


Para proteger a identidade dessas duas pessoas, omitirei seus nomes.


Tudo aconteceu no ano de 2002 quando eu voltava de uma viajem de férias na praia de Imbé, mais precisamente no balneário Nordeste. Passamos um mês de total confinamento por causa da chuva que durou 28 dias sem parar, então no dia que  parou de chover, colocamos as coisas no carro, que estava com o tanque abastecido, e saímos de lá exatamente as 14h:20min. Pegamos uma rua que dá acesso a faixa, sendo que nosso mistério começa aí.

Chegando na faixa, resolvemos atravessar e entrar em um supermercado da rede Nacional pra comprar pão. Neste local ficamos 5 minutos cronometrados, voltamos ao carro e seguimos na faixa. Daí em diante nem eu nem este casal de amigos tem lembrança de mais nada até o momento que chegamos em uma estrada por onde seguimos sempre em frente. Nisto já era noite escura e nós nos demos por perdidos. Aquela estrada parecia não ter fim, então chegamos a um ponto nesta estrada onde havia um pequeno bar, uma casa pintada de cal, com iluminação de lampião. Lembro que no lado de fora havia um lampião pendurado e as pessoas eram muito estranhas e vestiam-se com roupas de antigamente, como as usadas na década de 1940. O mais estranho foi quando perguntamos a eles sobre a free way, sendo que nos perguntaram o que era uma free way!

Perdidos e assustados, entramos no carro, saímos e começamos a controlar a distância através do tempo do relógio.
Então rodamos acredito que a noite inteira, e em seguida tentamos voltar àquele bar.
Surpreendentemente na volta não existia mais o bar. A nossa próxima lembrança é de estarmos finalmente na free way. Como? Não sabemos. Depois disso a última lembrança que nos restou é de estar chegando na frente da minha casa  as 02h:30 min do outro dia, com o tanque do carro cheio, e eu com a sacola de pães do Nacional, supermercado que não existe e nem nunca existiu nesta praia, e para piorar, o filme de 36 poses que eu tinha na máquina havia sumido.
Até hoje não sei explicar o que houve conosco, mas nossas vidas foram totalmente mudadas a partir desta noite alucinante; os pesadelos que tenho,  e que até hoje ainda me roubam noites de sono são horríveis. Nós fizemos um pacto de jamais contar para alguém ou voltar a falar nisso, mas o que mais me preocupa em tudo isso, são os fatos que nós esquecemos naquela noite.


Será que o que esquecemos é pior do que o pouco que lembramos?

 

Catia

 

NOITE ALUCINANTE!
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